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Quem
visita a Índia moderna - se é que cabe aqui o termo - há de se pôr em
contato com uma verdadeira indústria do "turismo místico" e
certamente, se não estiver preparado, vai confundir muito espertalhão com
santos maharishes. É mesmo provável que estes proliferem em abundância e
o visitante saia de lá decepcionado com o que viu.
Na realidade, existem ainda, na Índia milenar, excelentes escolas de
sabedoria que os nativos denominam "ashram", termo sânscrito que
quer dizer "edifício sagrado" ou "ermida para fins ascéticos".
Algumas dessas escolas são grandes centros de filosofia hindu, onde se
ensina desde a hata yoga, até as formas mais avançadas do espiritualismo
universal.
Geralmente se divide o hinduísmo em 6 sistemas de filosofias, a saber:
1) NYAYA - que dizer "regra" ou "método" e seu
objetivo é a investigação analítica baseada no complicado silogismo
hindu.
2) VAISESHIKA - que, para a maioria, não passa de um sistema igual ao
primeiro.
3) SANKHIA - sistema ortodoxo fundado, segundo a tradição, por Kapila. É
uma espécie de dialética do espiritualismo hindu, para alguns ateísta.
4) YOGA - fundada por Patanjali, primitivamente um ramo do sistema anterior,
mas profundamente enriquecido com o passar dos tempos. É o mais difundido
no Ocidente, onde encontra inúmeros adeptos. Sua finalidade é a liberação
do espírito dos valores terrenos, através do domínio da consciência. O método
consiste em práticas como as respiratórias, meditação, etc. Pela
concentração, chega-se ao "êxtase" ou estado de divindade.
5) MIMAMSA - que quer dizer investigação, chamado também "purva-mimamsa"
ou investigação preliminar, em oposição ao sistema seguinte.
6) UTTARA-MIMAMSA ou VEDANTA - como é mais conhecido no Ocidente, o sistema
que quer dizer investigação posterior. O objetivo da Vedanta é a
compreensão intelectual da idéia de Deus ou Brahma, observado os três
aspectos: "Monista", "Monista Qualificado" e
"Dualista".
Conforme vimos, os sistemas de filosofia hindu colocam o espiritualismo em
situação privilegiada em relação ao Ocidente. E não é à toa que vemos
jovens universitários empolgados com a forma oriental de encarar a vida,
cantando loas e "Hare Krishna" ao lado de seus professores.
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