| Porque Cesar Lattes Não Foi "Prêmio Nobel" |
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Dentro de 2 anos estaremos
comemorando meio século de uma das maiores descobertas no campo da física
de partículas, o que veio acelerar de forma
crescente esse ramo da ciência...
Tratava-se do “méson pi”, uma
partícula 200 vezes maior que o elétron a qual
seria o elemento de ligação entre
os prótons que em condições normais se repelem.
Deveria haver, segundo teoria da época,
atribuída ao físico japonês Hidela Yukawa, uma partícula, desconhecida
até então, cuja propriedade seria a de criar a coesão no núcleo do átomo...
Físicos do mundo inteiro se lançaram
na busca, tentando encontrar a tal partícula que até então somente
existia na teoria de Yukawa...
Podemos nos ufanar, porquanto o
mais expressivo entre os autores da descoberta do “mesón pi”, o físico
brasileiro Professor Cesar Lattes, desempenhou o mais importante
determinado e audacioso papel, durante a saga da grande conquista da ciência
no ano de 1947...
Lembro-me, e acompanhei pelos
jornais e noticiários de rádios (naquele tempo não havia ainda televisão),
das notícias de nosso sábio, voando nas asas da Panair e depois da
Varig, acompanhando com um sofisticado aparelho fotográfico eletrônico,
a captação de partículas subatômicas a altitudes de mais de 9 mil
metros, nos vôos entre São Paulo e Lima no Peru, em cujo transcurso
sobrevoavam a Cordilheira dos Andes...
Para se ter idéia da importância
do evento, basta lembrar que a partícula elementar de César Lattes tem
um tempo de vida de cerca de um bilionésimo de segundo...
Fantástico! Os cientistas estão
reescrevendo as “histórias das mil e uma noites de Bagdá”... Com a
diferença que suas lâmpadas e seus gênios são de verdade...
A pesquisa iniciou em torno da década
de quarenta e César Lattes, após reunir as custosas emulsões fotográficas,
obtidas durante as inúmeras travessias andinas, com a participação de sábio
Beppo Occhialini, conseguiu determinar, entre centenas de emulsões de mésons
conhecidos, traços de um novo méson recolhido no alto da montanha Pic du
Midi...
Para comprovação científica das
pesquisas a participação do sábio italiano Beppo Occhialini foi
fundamental, ajudando na confirmação dos novos traços da emulsão os
quais foram batizados de “mesons pi” .
Occhialini chegou ao Brasil, em São
Paulo quando conheceu o sábio brasileiro.
E a partir daí tomou ciência das
pesquisas de Lattes. Por ser italiano, durante a Segunda Guerra Mundial
tornou-se “persona non grata” no Brasil tendo viajado para a
Europa.Terminada a guerra, Lattes enviou as fotos com as emulsões andinas
para o amigo italiano, e, a partir daí, foi confirmada a descoberta do
grande físico brasileiro César Lattes como o verdadeiro descobridor das
partículas elementares que foram denominadas “méson pi”
O epílogo dessa magnífica opereta
internacional foi o “Prêmio Nobel” ser outorgado a Hideki Yukawa por
ter previsto a descoberta de César Lattes...
Provavelmente por ser brasileiro o
físico Lattes foi postergado...
Precedentes encontramos em Mario
Schenberg que demonstrou que a perda de energia das estrelas pela perda de
neutrinos é responsável pela
explosão das super-novas e que a fusão nuclear das estrelas se
intensifica quando a quantidade de hidrogênio queimado atinge 11% da
massa total.
Vital Brasil, o criador do antídoto
para a peçonha das serpentes, e o nosso Santos Dumont, inventor do avião
que pretendem surrupiá-lo para dois irmãos americanos, fabricantes de
bicicletas...
Estes e muitos outros brasileiros
tiveram participação decisiva para o progresso da ciência, mas eram
apenas latino-americanos...
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