Prêmios Nobel Para o Brasil

 

Já contei essa história nessa coluna. Mas é oportuno repeti-la... Há alguns anos atrás, em uma viagem através do Deserto do Saara, parei o carro junto a birosca de um beduíno que vendia artesanatos berberes... Comprei alguns objetos do homem do deserto que, ao final do negócio perguntou-me, em surrado francês, se eu era português.

Respondi-lhe que era brasileiro. Ao que o beduíno exclamou com entusiasmo: - Romário!

Perdoem-me os aficionados, mas, confesso, não fiquei nada orgulhoso em constatar que o meu país é conhecido lá fora como o país do futebol e, provavelmente, do carnaval...

Em minha última ida a São Paulo adquiri um livro de um tal Michael Hart. Uma coletânea desastradamente denominada “As 100 Maiores Personalidades da História”

Pasmem! Não há registro de um único brasileiro. Tem mais: nenhum sul-americano.

Não sou xenófobo e sei das nossas próprias limitações...  Mas uma sensação de tristeza me acometeu. Deu-me uma vontade danada de escrever este artigo e mandá-lo para a Academia de Ciências de Estocolmo que outorga o Prêmio Nobel aos sábios em geral...

Afinal de contas César Lattes, Mário Schenberg nas ciências, o inventor Santos Dumont, Vital Brasil, Adolpho Lutz, Carlos Chagas, Oswaldo Cruz na saúde, Ruy Barbosa na jurisprudência, Aleijadinho nas artes, Carlos Gomes na música clássica, José de Alencar, Visconde de Taunay, Machado de Assis, Euclides da Cunha, na literatura, e grandes nomes  das ciências, das artes e da cultura de nossa pátria glorificam o Panteão de nossos sábios....