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Vi,
ainda há pouco, uma entrevista na televisão de uma economista.
Ela afirmava
que “a felicidade tem um preço, sim: cerca de 25 mil dólares por ano”. A
partir daí continuava a entrevistada: “ninguém será mais feliz porque tem
mais dinheiro”... E, “ninguém será igualmente feliz com menores recursos”...
Até certo
ponto a economista tem razão. Mas uma razão incompleta.
Na realidade
jamais se poderá atribuir um preço para a felicidade do ser humano cuja
medida padrão seja a moeda corrente.
Obviamente,
muita gente se contentará com os vinte e cinco mil dólares da economista,
transformada em analista da felicidade humana... Muita gente, no entanto,
não aceitará esses limites para os seus custeios.
Com certeza,
somente pelo enfoque econômico jamais se poderá estabelecer um padrão de
felicidade para os seres humanos.
A cultura, o
caráter, o equilíbrio econômico e social, o complemento amoroso, a
participação da família ou do grupo social da convivência, e, acima de tudo,
o despertar da consciência para a espiritualidade, o conhecimento de si
mesmo, a compreensão da idéia de Deus...
Todos esses
fatores formam, indubitavelmente, no seu conjunto, o que poderemos acreditar
ser o padrão ideal de atributos para um indivíduo se considerar e viver
feliz em nossa sociedade contemporânea...
Constatei
gente lúcida administrando uma vida feliz com mil dólares mensais, gente
infeliz com o teto proposto pela cientista.
Esqueceu a
entrevistada de que a felicidade é uma conquista do espírito. Uma conquista
de cada momento. São inúmeros os fatores nesse contexto...
Já fiz mais de
40 mil horóscopos. Constatei centenas de milionários que viviam angustiados,
poderosos tremendo de medo, famosos deplorando a fama... Encontrei ateus
ignorando tudo e religiosos alucinados; falsos profetas e “guias”
espirituais que sequer sabiam caminhar... Em nenhum desses casos as mais ou
menos vultosas somas jamais foram os parâmetros para a aferição do padrão de
felicidade dessas criaturas... Nem jamais encontrei o parâmetro de 25 mil
dólares estabelecidos pela nossa economista, propondo o ideal de felicidade
humana em nosso país.
Os diferentes
segmentos da sociedade responsáveis pela formação educacional do ser humano
em nosso país, desde a infância e a adolescência, jamais priorizaram os
fatores morais e espirituais como os princípios básicos para a formação da
alma humana, devidamente fortalecida para enfrentar os desafios do futuro...
A forja
inicial para o fortalecimento da alma humana, os princípios ideais do Bem,
do Saber e da Virtude, jamais foram colocados nos currículos escolares.
Quando muito se procurou adaptar ensino religioso imposto indevidamente ou
uma educação cívica perversamente estatizante...
Em realidade a
verdadeira e universal religião que se sobrepõe e deveria ser (mas não é...)
o substrato universal de todas as grandes religiões, é, indubitavelmente, a
busca do Saber e a prática do Bem...
Estes
atributos os quais se encontram na idéia de Deus, são inalienáveis à cultura
humana e às civilizações que pretendem a sobrevivência...
Aliás, esse
atributo da educação religiosa, difícil de ser estimado, não deveria,
jamais, ser ministrado pelo Estado. Pois a cultura religiosa é,
intrinsecamente, resultante da cultura familiar...
Eduquemos
nossos filhos debaixo dos bons exemplos, da busca do Saber e da prática da
Virtude... Inspiremos em nossos filhos os princípios religiosos que
trouxemos de nossos antepassados... Mas deixemo-los libertos para o devaneio
religioso, permitindo-lhes a emoção da grande descoberta...
E quando forem
adultos terão muito maior capacidade de reflexão para descobrirem suas
identidades espirituais e a devida compreensão da idéia de Deus...
A partir daí a
felicidade se fará, de acordo com a capacidade de cada um, independentemente
se seus dólares, ao longo dos tempos, na razão direta da capacidade
individual...
Os mais
lúcidos, os mais sábios, os mais virtuosos, certamente viverão em paz e
serão mais felizes...
Obviamente,
todos nos encontramos debaixo das leis imutáveis de causa e efeito que
denominamos carma...
Nesse contexto
nem mesmo os dólares escapam ao câmbio celestial...
Amorosamente, Assuramaya
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