Conhecendo Milênios de Evolução

O estudo da evolução da vida em nosso planeta é um dos capítulos mais palpitantes da ciência. Especialmente no que concerne à História das Civilizações desde quando os primitivos hominídeos iniciaram sua longa trajetória até a humanidade atual... 

Para estudar a história da evolução em nosso planeta os geólogos dividiram-na em ERAS

Como veremos a seguir:

Proterozoica – Era mais antiga, também chamada Arqueozoica e que é estimada entre mais de 2 bilhões de anos até cerca de 5 bilhões. Nesta época a Terra foi criada e ao longo dos tempos foram surgindo evidências fossilizadas de bactérias e fungos, e em seguida algas, esponjas e vermes.

PALEOZOICA – que se divide em: Permiano, Carbonífero, Devoniano, Siluriano, Ordoviciano, e Cambriano.

Durante o Cambriano (600 milhões de anos) surgiram os primeiros invertebrados e fósseis de organismos aquáticos).

O Devoniano foi uma fase muito importante para a Evolução, tendo surgido aí os primeiros peixes nos mares e a vegetação nos continentes...

No Carbonífero e no Permiano os animais aquáticos se lançaram terra adentro, transformando barbatanas em membros sobre os quais se arrastavam.

Foram os primeiros anfíbios.

MESOZOICA – que se divide em Triássico, Jurássico e  Cretácio, entre 220 milhões e 130 milhões de anos.

Esta é a fase em que surgiram os nossos “simpáticos” dinossauros. Répteis gigantes que certamente não eram tão “simpáticos” como os criaram os filmes infantis...

A partir daí as “Eras” geológicas se aproximam de formas mais compatíveis com a nossa onda evolutiva, embora ainda faltassem muitos milhões de anos para surgirem os primeiros hominídeos na superfície do Planeta...

CENOZOICA – dividida em TERCIÁRIO E QUATERNÁRIO.

No TERCIÁRIO, entre 70 milhões de anos e 12 milhões surgiram os primeiros mamíferos.

O QUATERNÁRIO – dividido em Pleistoceno e Holoceno marcam a presença dos primeiros mamíferos mais adaptados ao meio ambiente...

E a partir dos últimos quatro milhões de anos, surgem as formas de antropoides como os australopitecos, seguidos de formas mais assemelhadas com a espécie homo.

A evolução não pára e os hominídeos apenas descem das árvores se adaptaram a bipedação, libertando as mãos para outros trabalhos, por a coluna vertebral ereta, transformar grunhidos em palavras inteligíveis, antepor o polegar aos quatro dedos, possibilitando-lhes segurar instrumentos e desenvolver a arte e a humanização da nova espécie que se construía na forja evolutiva...

Os paleontólogos nos presentearam com as reminiscências fósseis de uma ancestral de mais de 3 milhões de anos atrás e deram-lhe o nome de “Lucy”. Lucy pertencia à espécie denominada australopitecus, ou macacos do sul, era adulta, tinha cerca de um metro e meio de altura e aspecto mais aproximado de nossos familiares atuais...  

Como teria vivido essa criatura, como se comportava, como se relacionava com os seus companheiros? De que se alimentava? Pensava? Que idéia fazia do mundo que a rodeava?

Projetamos nossa nostálgica emoção para 3,5 milhões de anos atrás, e chegamos até a sentir um arrepio de saudades dessa distante e misteriosa vovó de nossa humanidade.

E olhamos para as pessoas ao nosso lado. E chegamos a ter uma certa piedade por elas...

Por que, com certeza, jamais poderão encontrar e compreender a vovó Lucy...