A relação entre gêmeos e a Astrologia

"Assim na Terra como no Céu"

Com certeza, o Intelecto é a ponte entre o Instinto e o Espírito.
E esta constatação está subjacente, demonstrada na teoria do espectro
de pensônios em "A Gênese do Homem Deus".
Na realidade o Intelecto, como na anedota do ferreiro, malha no ferro
e malha na bigorna, ou seja, ora é arrastado para baixo, atraído pelo
Instinto, ora sobe no terceiro andar, elevados pelos bons sentimentos
que se aproximam de sua origem Divina.
Os gêmeos têm duas personalidades: uma superior e outra inferior.
No Olimpo, como na Terra, a história dos gêmeos é também identificada
com essa condição dual, própria da natureza dos gêmeos.
Como todas as narrações mitológicas a história de Castor e Pólux vem
acompanhada de um profundo sabor mítico e um enredo carregado emoções.
Tíndaro, rei de Esparta e esposa de Leda, é tido como o pai dos dois
gêmeos. Entretanto, comenta-se nas praças do Olimpo, que a coisa tem sabor de adultério...
Dizem os mitólogos, especialmente antes do divino Eurípedes, que,
na realidade, pelo menos um dos dois - Pólux - era filho de Némesis.
Némesis, para fugir das contínuas arremetidas de Zeus (hoje dir-se-ia
assédio sexual), tomava, constantemente formas diferentes para escapar
de Zeus. Mas ao tomar a forma de uma gansa fê-lo de maneira que Zeus,
percebendo, tomou, por sua vez, a forma de um cisne e dessa união
nasceu Pólux.
A gansa (na verdade, Némesis) pôs um ovo, abandonando-o à margem de
um lago.
Uns pastores encontraram o ovo e o entregaram à Leda, que o guardou. E
quando nasceram Helena e Pólux, tamanho era o fascínio do menino, que
ela resolveu criá-lo e a Helena, como se fossem seus próprios filhos.
A lenda acrescenta que no mesmo dia em que Zeus possuiu Némesis, Leda
teve ralações com o esposo, Tíndaro, e dessa união nasceu Castor.
Assim, os dois gêmeos eram: Pólux, divino e imortal, e Castor, humano e mortal.
Os dois gêmeos viveram muitas aventuras, mas quando raptaram a filha
de Leucipo tiveram que enfrentar uma luta a qual morreu Castor.
Pólux ficou desolado e Zeus o levou para o Céu, enquanto Castor que
era um simples mortal foi levado para o inferno.
Pólux, no entanto, não aceitou a imortalidade se o irmão não a tivesse
também.
Daí o estratagema.
Zeus permitiu que os dois permanecessem entre os deuses em dias
alternados.
Os gêmeos têm feições antagônicas, embora ambos sejam semelhantes
quando se trata de exercitar a curiosidade, ou desvendar mistérios.
Cada um age, segundo sua personalidade. Enquanto Castor age na
calada da noite, Pólux age a peito aberto. Enquanto um é travesso e
irrequieto, o outro é ardiloso, mas atento e cuidadoso na busca de
seus objetivos.
Dois gêmeos, mas duas faces de uma mesma personalidade!