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A formação de estrelas, fenômeno
sideral e natural da construção do Universo, ocorreu debaixo de duas
leis: a contração,
imposta pela gravitação que comprime o gás no interior das
nebulosas, nas quais se formam as estrelas; e a expansão, resultante das
reações nucleares, liberando energia nuclear, na fornalha atômica, onde
se desenvolve a nucleossíntese, da qual resultaram os elementos químicos
e a conseqüente matéria prima para a composição da Vida como a
conhecemos...
A formidável força
gravitacional comprimiu o gás gerando a força centrípeta no interior
das nebulosas até atingir temperaturas de milhões de graus Celsius,
disparando as reações nucleares, liberando energias, freando o colapso
criado pela primeva
força gravitacional...
Desse embate das forças siderais
resultou o processo da fusão nuclear, a desintegração dos átomos e prótons
e a conseqüente criação de novos elementos químicos e das suas
constituintes partículas elementares...,
A criação de novos elementos químicos,
desde o hidrogênio até o Urânio e a diversificação da matéria e da
energia primitiva, favoreceu amplamente a evolução na ponta final da
evolução planetária e humana...
As estrelas são formadas,
portanto, nas Galáxias, em nuvens de gás e poeira, as denominadas
nebulosas.
Quando o hidrogênio (H)
comprimido sob poderosa força gravitacional, contido no núcleo das
estrelas, provocando os atritos entre os seus átomos, começa a se
aquecer até atingir temperaturas altíssimas de milhões de graus centígrados,
ocorre o início do ciclo dos fenômenos das reações nucleares..
A partir daí estará surgindo
uma proto-estrela.
A proto-estrela continua
acumulando massa até atingir o momento de estabilização, e sua
classificação na “Sequência
Principal”, e, a partir daí, poderá continuar brilhando durante milhões
ou bilhões de anos.
Continua, em seu interior,
constituído de imensas massas de hidrogênio, a fusão nuclear
transformando hidrogênio em Hélio.
Em dado momento, enquanto o seu núcleo
de Hélio se comprime, o hidrogênio ainda existente na superfície se
expande e brilha na cor vermelha, caracterizando a fase de Gigante
Vermelha.
Nesse processo a evolução da
estrela tomará rumos diferentes: Se sua massa é igual à massa do nosso
Sol o destino dela é se resfriar e se transformar numa anã branca e
morrer como uma anã negra.
Em outro caso, se a estrela tem
uma massa muito maior do que a massa do nosso Sol, ela continuará
aumentando a temperatura até cerca de duzentos milhões de graus quando
os átomos de Hélio se fundem para formar átomos de Carbono (C), no núcleo
da estrela.
ESTRELAS
MACIÇAS
Uma estrela com massa muito maior que a
massa do Sol, tendo chegado ao estagio de Gigante Vermelha, poderá
continuar o aquecimento atingindo espantosas temperaturas de cerca de 600
milhões de graus centígrados. Nesse estágio os átomos de Carbono se
fundem para formar átomos mais pesados de Oxigênio (O) e Nitrogênio
(N).
Segue-se a etapa do Ferro (Fe),
quando átomos de Ferro surgem dessa fantástica fusão. É nessa fase do
processo que os átomos de Ferro começam a absorver energia provocando
uma colossal explosão.
Resulta, então, magnífica, uma
SUPERNOVA!
O aquecimento nas supernovas
pode alcançar a formidável temperatura de um bilhão de graus quando se
formam os demais elementos químicos até o Urânio (U), de que se compõe
o Universo e a vida que dele resulta.
Recapitulando:
Primeira etapa - Transformação
de Hidrogênio em Hélio a quinze milhões de graus centígrados, na Seqüência
Principal...
Segunda etapa – Transformação
de Hélio em carbono – duzentos milhões de graus centígrados, na fase
inicial de Gigante Vermelha...
Terceira etapa – Transformação
de carbono em Oxigênio (O) e Nitrogênio (N), esbarrando no Ferro (Fe),
quando a Gigante Vermelha atinge 600 milhões de graus. A partir daí o
Ferro colapsa absorve energia e a força nuclear desintegra a estrela
explodindo numa Supernova...
Quarta etapa – A Supernova
continua seu estágio, excitante, formidável, colossal, fantástica! Seu
núcleo, insolitamente quente, atinge até 1 bilhão de graus, entra em
colapso, e se comprime em uma formidável catástrofe. Não suportando a
própria pressão, e ela, a SUPERNOVA, é engolida pela própria
gravidade, transformando-se em um BURACO NEGRO!
E nós, humanos, somos constituídos
das mesmas energias que criaram as estrelas... Somos filhos das estrelas!
Somos cidadãos do cosmo, em busca da perfeição, nesse fantástico, insólito
mundo em que vivemos... Mundo das galáxias, das nebulosas, das estrelas,
dos homens... E de Deus.
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