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O Nascimento de Dois Bebês: |
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UMA ESTRELA NO “VENTRE” DA NEBULOSA... E UMA CRIANÇA NO VENTRE DA MÃE HUMANA...
A Família Carvalho está vivendo uma incontida emoção... A futura mamãe está internada na maternidade e vai ser submetida a um ultra-som que precede ao procedimento para o trabalho de parto.... Os médicos querem saber como se encontra o bebê prestes a nascer, saber sobre o sexo da criança, o que não fora possível até então, por conta de problemas técnicos, e sobre as condições ideais para o parto que deverá ocorrer nas próximas horas... No corredor da Casa de Saúde o pai nervoso espera o resultado. Com ele estão tios, tias, os avós... A família ansiosa para saber como será o nascituro que ainda permanece envolto na penumbra da placenta, no invólucro misterioso do ventre materno, o santuário da Vida... Os médicos também, acompanhando o desenrolar das emissões de radiações, e a conseqüente escritura na fita magnética, o efeito Doppler desenhando o perfil da criatura que emerge para a vida na radiografia do ultra-som... É menino! dita o operador para a mãe ansiosa, ante as dores do parto que prenunciam ao nascimento do mais desejado, esperado, o filho que ainda se encontra dramaticamente agarrado aos laços da placenta, em seu ventre materno, generoso, pulsante, heróico guardião da vida... Na iminência do parto ela é transferida para o centro cirúrgico, entre radiante e magoada pelas violentas contrações que empurram o feto para fora de seu corpo exultante... Nasceu! Davi é o seu nome! Decretam ao primeiro choro da criança. A família grita em uníssona alegria o regozijo da espécie! E mais um ser humano entra no Planeta Terra para continuar a trajetória evolutiva terrena, nasceu para viver e gerar novos Davis no palco planetário, no qual é comediante e espectadora a orgulhosa Família Humana... Noutro ambiente bem distante dali, do outro lado do Atlântico, nos corredores do Observatório Espacial de Raios-X X-Newton da ESA, funcionários do segundo escalão imaginam o que se passa no núcleo onde os cientistas observam as últimas radiofotos de uma conturbada Nebulosa, em colossais contrações provocadas pelas forças gravitacionais e pelas altíssimas temperaturas de milhões de graus centígrados, situada nos confins da Galáxia... Apontam as lunetas rádios-telescópicas para o ponto determinado no meio de um intenso berçário de estrelas. E observam o fantástico desenrolar do fenômeno relacionado com o nascimento de uma estrela. Poderosas forças gravitacionais comprimem para o núcleo da Nebulosa milhões de toneladas de gás e poeira cósmica onde se encontram as partículas fundamentais, prótons e elétrons, independentes, ionizados nesse insólito ambiente do Universo... Aumenta a temperatura, aumenta a pressão e a Nebulosa se contorce em agonia formidável. A força centrípeta comprime cada vez mais e mais a matéria, energia, gás e poeira cósmicas que se concentram no núcleo, forçando a união da partículas fundamentares: prótons e elétrons se unem para formar a unidade fundamental do Universo, o átomo de Hidrogênio... A proto estrela está se formando no “útero” sideral da Nebulosa e em estertores colossais empurra para o seu “ventre” cósmico a matéria indispensável para a formação de mais um bebê estelar que se está produzindo na forja galática... Os raios X capturados no Observatório tornaram possível o ultra-som do nascituro bebê sideral, como milhões e milhões de companheiros cósmicos os quais em seguida iriam compor novas galáxia que irão criar novas nebulosas e gerar novas estrelas ao longo dos tempos no Infinito e na Eternidade... No Lar dos Carvalho à criança que nasceu dão o nome de Davi... No Observatório Astronômico da ESA o nome da nova estrela é OEX-3949/N... Os dois bebês têm algo em comum: Na estrela os elementos químicos que ela irá produzir em sua fornalha nuclear ao longo de sua existência de muito bilhões de anos... Mas Davi é diferente... Já nasceu com os mesmos 92 elementos químicos que o bebê sideral OEX-3949/N vai produzir nas transformações siderais pelas quais haverá de vivenciar nos milênios a frente... Indubitavelmente, o bebê Davi e o bebê Estrela hão de interagir nos caminhos siderais ao longo dos tempos, porque são constituídos das mesmas substâncias produto da cosmogênese... Porque “semelhante atrai semelhante... na razão direta de sua constituição e de sua existência...” como teria enunciado um dos mais luminosos gênios da Humanidade... Nos dois extremos do Universo duas correntes de vida universal realizam, cada uma ao seu modo, mas sempre numa íntima sintonia, o processo evolutivo no qual o Homem é o objetivo, a Estrela é o meio e Deus é o Princípio e o Fim. Tudo compondo a partitura da sublime melodia das esferas... A Orquestra cujo Maestro é Deus, os instrumentos são a estrelas e os músicos são os homens... A Música das Esferas, como teria ensinado o filósofo Pitágoras. A magnífica harmonia está devidamente marcada na partitura onde não existem erros, pois cada nota se encontra na linha e no espaço que lhe corresponde... O erros são dissonâncias praticadas pelos músicos que negligenciam no conjunto, causando os transtornos na Orquestra... No entanto, o Maestro que é Deus, é, também, o dono da Orquestra... Não se preocupa, nem se aflige nunca... Pois sabe que a prática e o Tempo se encarregarão de atingir a harmonia plena ao longo da Eternidade... Ele aguarda no Infinito, a cada nascimento de uma nova Estrela, a cada nascimento de um novo Davi, que a perfeição seja alcançada e o Homem-Deus, a Criatura seja verdadeiramente igual ao seu Criador... Amorosamente, Assuramaya
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